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Roubo de carga: conheça as cargas mais roubadas no Brasil

Somente em 2018 o Brasil registrou mais de 22 mil roubos de carga, trazendo um prejuízo estimado de R$ 2 bilhões em perdas de cargas e veículos, conforme apontam dados da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC). Com medo e insegurança, muitas empresas têm optado por fazer um reforço na segurança para combater a ação dessas quadrilhas especializadas em roubo de carga de caminhões. Em algumas regiões do Brasil, como por exemplo, no Rio de Janeiro, onde os índices de roubo são bastante altos, é prevista a cobrança de uma taxa de emergência excepcional.

Com taxas de ataques a transportadores cada vez mais exorbitantes, empresários e órgãos do setor têm se adaptado e desenvolvido estratégias para inibir esse tipo de ação. Segundo levantamentos realizados a partir de dados cruzados pela Polícia Civil, Polícia Militar e Polícia Rodoviária Federal, o número de ocorrências aumentou até 2017, chegando a um registro de 25.950 roubos em todo o país. Infelizmente, todo esse prejuízo quem paga é o próprio consumidor. Das cargas mais roubadas no Brasil estão itens bastante comuns como o café, celular, cerveja, cigarro, combustível, medicamentos, soja, salmão e até alumínio.

A proposta que visa reduzir e aplicar punições mais severas contra o roubo de carga prevê uma pena máxima de cinco a dez anos para quem comete o crime de receptação qualificada, enquanto o tempo de reclusão é de dois a seis anos para quem comete a receptação. Há projetos transitando no Senado desde 2017 que visam tornar a pena desses crimes mais rigorosa. São considerados como crime de receptação quando alguém compra, transporta ou então recebe cargas roubadas. No entanto, torna-se crime qualificado quando o roubo dessas mercadorias é comercializado.

ZONA DE CONFLITO: ESTADO DE SÃO PAULO X BRASIL X MUNDO

O Brasil é considerado o oitavo país mais perigoso no transporte de cargas, ficando à frente apenas dos países que estão em guerra, como o Paquistão, Eritréia e Sudão do Sul, conforme levantamento realizado por um comitê do setor de cargas do Reino Unido, que listou os 57 países mais perigosos para o transporte de cargas, e divulgado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) em 2017. Essa pesquisa considerou trechos da região metropolitana São Paulo, considerando a BR-116 entre Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro, da SP-330 entre Uberaba e Santos (SP), e da BR-050 entre Brasília e Santos. A região sudeste do Brasil concentra a maioria dos roubos de carga do Brasil.

COMO EVITAR O ROUBO DE CARGA

A tecnologia está virando aliada contra o crime do furto de carga. Pesadelo e dor de cabeça para os profissionais que atuam nessa área, em especial os caminhoneiros, a prática também tem fornecido prejuízos bilionários neste setor. Com um alto volume de carga e valores percorrendo nos principais malhas viárias do país, rendeu uma quadrilhade roubo em cada uma dessas regiões para atuar fazendo roubos. Mas por outro lado também há uma abertura de mercado que possibilita prevenir esse tipo de iniciativa, utilizando a tecnologia e algumas posturas que podem ser determinantes nesse tipo de situação, conforme seguem algumas dicas abaixo.

  • Ande sempre em comboio – traçar a viagem em um grupo de companheiros de viagem é sempre bom. Rotas perigosas, desconhecidas, no período noturno ou paradas emergenciais requerem a atenção de um grupo dedicado a um cuidar do outro. Qualquer movimento de alerta do grupo pode evitar uma situação desconfortável.
  • As rotas devem ser sempre diferentes – variá-las deve ser uma escolha importante para não se tornar presa fácil e conhecido por onde anda.  Outro ponto importante é parar em pontos da estrada que conheça e não contar a ninguém qual será o seu percurso ou a carga que estará levando ao destino.
  • Tenha um geolocalizador no veículo – caminhões que desejem fazer alterações de paradas ou rotas, não previstas anteriormente, podem ser bloqueados por segurança. A solução, que barateia o seguro de cargas, também garante a proteção da mercadoria, evitando furtos, e prevê indiretamente a integridade física dos motoristas de caminhão. 
  • Evite dar caronas – sabemos que os caminhoneiros são bastante solícitos em ajudar quem precisa, mas, antes de qualquer coisa é preciso estar atento à ação de oportunistas. Muitos têm se passado por vítimas para fazerem o roubo. Evite colocar dentro do caminhão pessoas desconhecidas.
  • Fique de olho nessas estradas – Dutra, Castelo Branco, Fernão Dias, Bandeirantes e Anhanguera são os roteiros mais procurados pelos meliantes. Portanto, o motorista precisa estar atento a eventuais atitudes suspeitas, como por exemplo, veículos próximos ao caminhão por muito tempo ou veículos que o estejam seguindo. Neste caso, a orientação é reportar situações de perigo à Polícia Rodoviária.
  • Escolta armada – em alguns casos a escolta armada deve ser uma opção. Recomendada para situações de emergência ou para o transporte de cargas de valor alto ou que costumam ser visadas. Para que a alternativa tenha eficácia, recomenda-se ter uma equipe extremamente treinada e capacitada para a função e, alinhada com o motorista para qualquer eventual intervenção que seja necessária fazer.

ISCA DE CARGAS PODEM SER UMA OPÇÃO

A isca eletrônica é um rastreador portátil que utiliza a tecnologia de radiofrequência para o monitoramento de bens em tempo real. Com ela, é possível identificar a localização exata da mercadoria sujeita a furto, roubo ou desvio e às vezes identificar os ladrões de cargas. Suas dimensões são bastante reduzidas, por isso chamada como isca de carga pode ser discretamente implantado dentro de embalagens, caixas ou de qualquer produto que seja transportado. O equipamento pode ser utilizado em veículos de todos os portes, e é encontrado nas versões descartável e retornável.

COMO ESCOLHER UMA EMPRESA DE ESCOLTA ARMADA

Ao escolher uma empresa de escolta armada, certifique-se que esta está com suas documentações e obrigações em dia. A empresa precisa fornecer equipamentos, veículos e profissionais gabaritados para tal função, visto que os profissionais atuantes precisam ter porte de arma, seguindo as regras estipuladas pelo Estado, e devem ser fiscalizados pelo Departamento de Polícia Federal, e atinge também parte da população descoberta pela segurança pública.

Uma empresa de escolta armada também precisa conter as certificações exigidas no segmento. Alguns dos documentos obrigatórios para exercer a atividade são o alvará de revisão de autorização e também de revisão de funcionamento fornecido pela Polícia Federal; certificado de segurança fornecido anualmente pela Polícia Federal; certidões negativas de INSS, FGTS, Impostos Municipais, Estaduais e Federais; comprovar o recolhimento da contribuição sindical (GRCS). Entre em contato agora mesmo com a Tatical e solicite o contato de um dos nossos consultores, clicando aqui.